Guia Completo de Métricas de Corrida (2026)
Com o crescimento exponencial do desporto amador em Portugal, entender a métrica que pauta todas as provas desportivas — o Pace — tornou-se imprescindível. O pace (ou ritmo) quantifica a intensidade da corrida, permitindo planear treinos e estimar tempos finais em provas oficiais de estrada e trail.
Pace vs Velocidade
Enquanto a velocidade mede a distância percorrida por hora (km/h) e é a métrica principal de meios de transporte e tapetes de ginásio, o pace inverte essa equação. Ele diz-nos exatamente quantos minutos demoramos a completar um único quilómetro (min/km). Isto tem uma vantagem psicológica imensa durante uma prova de 10K ou uma Meia Maratona: o atleta sabe instantaneamente se ao fechar o quilómetro atual está atrasado ou adiantado face ao seu objetivo global.
As Famosas Zonas de Frequência Cardíaca e o Pace
Treinadores profissionais e fisiologistas defendem o modelo de treino polarizado ("Treinar lento para correr rápido"). A Zona 2 (entre os 60% e 75% da frequência cardíaca máxima) é onde deve ocorrer 80% do seu volume de treino semanal. Nestas sessões regenerativas e de construção base aeróbica, o seu pace será naturalmente mais alto (mais lento), mas estará a multiplicar o número de mitocôndrias nos seus músculos. O erro de muitos corredores amadores é correr num "Pace Zona 3", que fadigando o sistema nervoso central sem gerar as adaptações necessárias ao coração, conduz estagnação de tempos e a lesões.